Neste Quarto Domingo da Páscoa, Domingo do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Evangelho apresenta-nos Jesus como o Pastor Belo, que conhece cada uma das suas ovelhas pelo seu nome. Não é um Pastor distante; é Aquele que compreende as nossas fragilidades, que caminha connosco e que dá a vida por nós. Em comunhão com toda a Igreja e com o Papa Leão XIV, somos convidados a descobrir, no mais profundo do nosso coração, o dom que Deus ali confiou. Nesta Eucaristia, peçamos a audácia de parar, escutar e confiar na voz do Bom Pastor. Que em cada um de nós se reavivem os dons que o Senhor nos confiou. E a certeza da palavra do Senhor, que nos diz “Eu estou contigo” (Is 41,10).

Este é terceiro domingo da Páscoa, como de Páscoa são todos os domingos. E Jesus Ressuscitado continua hoje a vir ao nosso encontro, no primeiro dia da semana – o domingo – para ser a nossa luz na escuridão, a nossa paz no meio dos medos, a nossa companhia em casa e à mesa. Ele oferece-Se-nos como o verdadeiro Pão e Caminho da Vida. Neste início da Semana da Oração pelas Vocações, abramos o nosso coração à Palavra e à presença do Senhor, que Se coloca no nosso meio, para nos abrir caminhos de esperança. Que esta Eucaristia nos ajude a abrir os olhos, e tal como os discípulos de Emaús, a reconhecer a presença viva de Cristo, respondendo com generosidade ao chamamento que o Senhor nos dirige.

Na tarde daquele dia, o primeiro dia da semana” (no domingo de Páscoa) e “oito dias depois” (dia da nossa Páscoa semanal), “veio Jesus, apresentou-Se, no meio deles e disse: «A paz esteja convosco»”.O lugar do encontro com Cristo Ressuscitado é, em todas as aparições do Ressuscitado, à mesa, onde os discípulos O reconheceram vivo na fração do Pão! Na continuidade destes encontros, reunimo-nos nós, em cada domingo, na sala da Ceia, para celebrarmos juntos a Páscoa semanal. Jesus nunca falta ao encontro. Entra-nos pela casa dentro e traz-nos sempre com Ele o remédio para as nossas feridas: a vida em abundância, a alegria plena em Sua presença, a misericórdia sem limites e a Paz aos nossos corações! Este é também o Domingo da Divina Misericórdia.

Eis-nos a celebrar a Páscoa de Cristo, a Festa maior em todos os sentidos. Entra-nos pelas narinas o perfume do Paraíso e cheira a Páscoa, no jardim do sepulcro aberto. Os nossos olhos, cheios de espanto, abrem-se à surpresa da Ressurreição. Os nossos ouvidos escutam a novidade inaudita do anúncio pascal do Anjo às mulheres na manhã de Páscoa: “Não está aqui, Ressuscitou”. Podemos tocar as feridas e abraçar os pés do Ressuscitado, que nos põe a caminho, para levarmos a todos a novidade deste dia. Saboreemos, em Eucaristia, o Seu Amor por nós. Celebremos a Páscoa do Cordeiro imolado, com os pães ázimos da pureza e da verdade. Esta é a Festa Maior. Ressuscitou o Senhor.

Esta é a noite do ano! A noite de todos os acontecimentos, a noite das grandes intervenções de Deus na nossa história. Estamos em vigília, em expectação noturna, para dar início à celebração do terceiro dia do Tríduo Pascal, o dia da Ressurreição. Começamos na escuridão, a partir da escuridão, a partir da noite do caos primordial, a partir da escuridão do pecado e da morte, para caminharmos em direção à luz da Vida, que é o Senhor Ressuscitado. Reunida na escuridão, e fora da Igreja, esta assembleia cristã, em comunhão com toda a humanidade e com toda a criação volta às suas origens. Começamos a partir da escuridão para caminharmos em direção à luz.

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