No caminho, andam uns Magos, em busca do Salvador. Procuram aprender a ler os sinais, a ouvir os outros, a escutar as Escrituras. E, pelo Caminho, encontram o Messias esperado, em Belém, no Presépio, a “Casa do Caminho”. Ali se prostram em adoração e oferecem os seus presentes e, depois, voltam, mas por outro caminho. Nesta Solenidade da Epifania – que em Itália, por ser feriado, se celebrará no próximo dia 6 de janeiro – o Papa Leão XIV concluirá o Jubileu da Esperança, encerrando a Porta Santa da Basílica de São Pedro em Roma. Agora, há que dar continuidade a esta Esperança que não engana e não morre, que é o Senhor Jesus. Termina o ano Jubilar, mas não termina o caminho, nem se fecha a porta da Esperança. Ela continua aberta e a abrir-nos caminhos de esperança. Como os Magos, dobremos os nossos corações, prostrados, diante da humildade do Menino, e peçamos ao Senhor que ilumine as trevas do coração com a luz da sua paz.

Salve Ano Novo de 2026! Feliz dia 1 de janeiro, do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Janeiro deve o seu nome ao deus pagão dos começos, das passagens e dos portais, que era representado pelos romanos com duas faces, uma voltada para o passado e outra para o futuro. Para nós, cristãos, a história está grávida de Cristo e o tempo é sempre graça, oportunidade, bênção. Mesmo se já se fecharam as Portas Santas do Jubileu, nas Dioceses do mundo inteiro, Cristo, nossa esperança, permanecerá sempre connosco. Ele é a Porta sempre aberta, que nos introduz na vida divina. Acolhamos, sim, a graça de um novo ano civil, com o encanto e a esperança de uma frágil criança, ao colo de Sua Mãe. Neste Dia Mundial da Paz, abram-se, no nosso coração, caminhos de Paz.

O Deus connosco inspirou-nos a celebrar um Natal em modo sinodal: com todos, entre todos, para todos. Estamos ainda dentro da Oitava do Natal e, neste Domingo, celebramos a Festa da Sagrada Família, que nos revela o Presépio de Belém, não como uma casa instalada, mas como Casa do Caminho, a caminho e no caminho. Como a Sagrada Família, de Jesus, Maria e José, também nós queremos caminhar juntos, em estilo sinodal, fazendo da família um lugar de escuta, um campo de treinos para o diálogo e o lugar da comunhão na rica diversidade de cada um. Procuremos todos juntos discernir e seguir a vontade do Senhor.

Irmãos e irmãs: A ditosa esperança do Salvador manifesta-se no Presépio de Belém: um Menino nasceu para nós. Um Filho nos foi dado. O Natal de Jesus é uma fonte de esperança, para a Humanidade, envolta nas trevas do medo, da violência, da guerra. Em Jesus, nascido em Belém, uma nova esperança nasce para nós. Celebremo-la nesta Eucaristia, com esta certeza: o mesmo Jesus que desceu do céu e está deitado na manjedoura, desce do seio do Pai sobre o altar (São Francisco)e torna-se o nosso alimento (Santo Agostinho). Preparemos o nosso coração, diante da Esperança, que tem Hoje o rosto de um Deus Menino, de uma criança. Para nos tornarmos um povo purificado, um povo peregrino, invoquemos a bondade e a ternura do nosso Deus, Hoje feito Menino.

Há sinais de Natal por todo o lado. Luzes, sonhos, publicidade, prendas. Mas o sinal que Deus oferece aos grandes deste mundo não é o de uma aliança com os poderosos, mas o de um Menino, nascido em Belém, de Maria e José. O sinal admirável do Natal é o do Presépio. A Liturgia deste IV Domingo – às portas do Natal – aponta o seu foco de luz sobretudo para José, o homem justo, da descendência de David, chamado a transformar surpresas e crises em sonhos e caminhos de esperança.

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