Liturgia e Homilias no XXI Domingo Comum C 2019 (24 e 25 de agosto)
Destaque

Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (Lc 13,24)! É este o espírito de Jesus, que não nos define o número exato dos eleitos, mas nos indica o caminho da salvação. A nós, que O escutamos e aqui comemos e bebemos com Ele, Jesus adverte-nos, que é preciso validar o bilhete de entrada, no banquete do Reino, com o esforço da caridade.

Pároco ausente no domingo

Proposta de Homilia a partir do Comentário de Luciano Manicardi

 

1. Há oito dias, éramos desafiados a dar corda aos sapatos para correr e percorrer o caminho da Cruz, para travar o grande combate da fé. E nem neste verão de agosto Jesus nos poupa à luta, ao fogo cruzado do combate, à dureza de um caminho estreito e restrito. Ele pede-nos esforço e luta, para entrarmos, através da porta estreita, que conduz à vida. Mas também Ele próprio luta e participa desse esforço e desse combate espiritual (Lc 22,44), para assumir o acontecimento doloroso da Cruz. Na verdade, Jesus vive na primeira pessoa aquilo que prega e que pede aos Seus discípulos.

2. Por muito que as seitas nos preguem o contrário, por muito que a sociedade líquida e a cultura light nos prometam outra coisa, a vida da fé requer esforço, fadiga e luta. Logo, requer também sofrimento. Não é que este esforço, por si, nos mereça e garanta a salvação, mas é a disposição absoluta de cada um para que a graça da salvação possa encontrar um coração disposto a acolhê-la. A recusa do cansaço e do sofrimento, na vida e na fé, é uma tentação perigosa. São Paulo fala da "luta" da fé, usando um termo que dá origem à palavra «agonia» (cf.1 Tm 6,12)e define-a como "bela" (1 Tm 1,18), isto é, positiva e diferente de todas as batalhas mundanas. A única batalha que nasce legitimamente da fé é a batalha que brota do Batismo e do facto de termos sido revestidos por Cristo: combate-se com armas espirituais, tais como a oração, a paciência, a sobriedade, a temperança, o domínio de si. E combate-se contra o pecado (cf. Heb 12,1), contra o Maligno (cf. Ef 6,16)e não contra ninguém ou com armas e meios mundanos (cf. Ef 6,12; 2 Cor 10,3).

3. Irmãos e irmãs: a porta da salvação exige esforço, mas isto não basta. Esta porta da casa tem um Senhor, que a pode abrir e fechar. Para entrar é importante conhecer o dono da casa, ter intimidade, ter uma boa relação com Ele. A salvação é uma questão de relação, de comunhão, de amizade com este Senhor. Esta relação de amizade inicia-se desde já, aqui e agora, com o Senhor Jesus, e deve tornar-se uma comunhão para sempre.

4. O esforço exigido ao cristão é, pois, a saudável inquietude de quem não dá nada por garantido – quanto à salvação – só pelo simples facto de pertencer à Igreja ou por receber os sacramentos. Porque podemos até comer e beber na presença do Senhor, participar na Eucaristia e vivermos longe da relação com Ele, de tal modo que na hora de bater à porta e entrar, nos tornemos uns desconhecidos.

5. Aproveitemos, então, estes dias de verão, para estreitarmos a nossa relação com o Senhor, para praticarmos exercícios espirituais que nos cortem as “gorduras” do excesso de nós mesmos, porque elas nos impedem de caminhar e de entrar pela porta estreita do Reino.

E que tal um pouco mais de fitness espiritual, para estar em forma, no início do ano pastoral que se avizinha?!

 

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