João Batista é agora a voz que clama no deserto: «preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas». E isto – pelos vistos – não vai com falinhas mansas ou palavras de circunstância. Ele aponta para o machado já posto à raiz das árvores e, por isso, dirá ele, ‘toda a árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada ao fogo’. Ora, nós sabemos que aquilo que a árvore tem de flor e de fruto vive do que tem escondido nas suas raízes. Por isso, neste Domingo, queremos aprender a cuidar das raízes, atentos à palavra de Isaías: “sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes” (Is 11,1-10).

Abraça o presente de Natal: é Cristo vivo”. Não há Natal sem presentes. E não há presentes como os de Natal. Ao iniciar o nosso caminho do Advento, em direção ao Natal de Jesus Cristo, nós abraçamos a vinda de Cristo, como o Presente por excelência deste presente que nos é dado viver, entre a memória da Sua primeira vinda há mais de dois mil anos e a expetativa da Sua vinda gloriosa no final dos tempos. Somos desafiados, no presente, a abraçar Cristo vivo, como o Presente de Natal. Para que Ele, tu e todos nós façamos parte dos presentes. É este o Presente de Natal que nos cabe abraçar, como Maria e Isabel, pois este “é o abraço de quem se acolhe mutuamente no amor, de quem partilha o Evangelho da Vida em carne viva”.

Abraça o presente. O presente é Cristo vivo. Do alto da Cruz, Ele oferece-nos de presente e já hoje um presente sem prazo de validade: a vida eterna. Do alto da Cruz, Ele confia-nos como presente o Seu Reino. E, junto à Cruz, no discípulo amado, o mais novo, podemos ver a imagem de cada jovem, os jovens do mundo inteiro, que são o agora de Deus. Abracemos estes belos presentes, nesta Solenidade de Cristo Rei, que o Papa Francisco quer que seja celebrado também como Dia Mundial da Juventude. Preparemo-nos para acolher a grandeza e a beleza dos presentes de Deus, nesta Eucaristia em que Jesus Se faz dom e Se faz presente no meio de nós.

Jovens, catequistas e animadores desafiam-te:

JMJ 2023: Abraça este presente!

Celebramos hoje o 6.º Dia Mundial dos Pobres. São de esperança e confiança as palavras do Profeta Malaquias, que denuncia os soberbos e malfeitores e anuncia o raiar do sol de justiça e da salvação, para quantos honram o seu nome de filhos de Deus. Deus não dorme e os pobres são os seus eleitos! Na sua Mensagem para este dia, o Papa Francisco lembra-nos o exemplo de Jesus, “que sendo rico, Se fez pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (2 Cor 8, 9). E recorda-nos como, desde o princípio, a celebração da Eucaristia e o compromisso com os mais pobres caminham de mãos dadas.  Deixemos então que a Palavra de Deus nos interpele a abraçar o presente, não com medo e desconfiança, mas de braços abertos ao testemunho e sempre prontos para o trabalho.

Novembro traz consigo o problema da morte e, com ela, as grandes questões da vida. E a Liturgia da Palavra projeta hoje sobre nós a luz e a esperança da ressurreição, que celebramos em cada domingo, em cada Eucaristia! Concluímos hoje a Semana de Oração pelos Seminários, pedindo ao Senhor que não falte, à Igreja e ao mundo, o testemunho de vida dos padres, cuja escolha com sabor da eternidade é já um sinal da vida nova da Ressurreição.

Cristo vive! Cristo, nossa esperança, está vivo e é a mais formosa juventude deste mundo. Ele vive e quer-nos vivos (cf. Christus vivit, n.º 1). Este é um dia, para contemplarmos o mistério da nossa morte, na luz deste Cristo vivo e Ressuscitado. Graças à sua vitória pascal, o mal e a morte não terão a última palavra. Porque Ele, o Eterno Vivente, saiu vitorioso do túmulo, nós não mais atravessaremos sozinhos o vale tenebroso da morte, porque podemos contar com a Sua mão poderosa e encontrar n’Ele uma passagem para a vida plena. É deste Cristo vivo que recebemos o bálsamo para as feridas aberta no coração, pela morte dos nossos familiares e amigos. Que esta Eucaristia nos reconforte na dor e “aumente em nós a esperança de que os nossos irmãos e irmãs ressuscitarão gloriosamente com Cristo” (cf. Ritual das Exéquias, n.º 97).

Há oito dias recordávamos o mandato missionário de Jesus, a partir das palavras “Vós sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Hoje estamos a dar início à Semana de Oração pelos Seminários, onde fazem o seu caminho de discernimento os rapazes que escutaram o apelo de Jesus a descerem, como Zaqueu, da árvore dos seus desejos, para Se encontrarem a sós com Ele. O Seminário é um espaço e um tempo especiais, para viverem e crescerem na amizade e na intimidade com Jesus. Nesta Semana de Oração pelos Seminários, ressoa de novo o apelo de Paulo a não nos envergonharmos de Cristo e a darmos testemunho d’Ele (cf. 2 Tm 1,8). Peçamos ao Senhor, que nos ajude a superar os obstáculos que ainda nos impedem de O seguir com alegria e prontidão.

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